
O
Orçamento Participativo e as conseqüências ocasionadas pela
falta de um programa por transformações sociais
O Orçamento
Participativo, bem como as ações dos sindicatos, dos conselhos
populares, das cooperativas, das empresas auto-gestionárias se
não forem acompanhadas por um programa por transformações
sociais, contextualizadas dentro de uma estratégia de luta geral
e politizadas acabam absorvendo todos os vícios das relações
capitalistas e mascarando a realidade. Creditar ao Orçamento
Participativo todo o sucesso das administrações do PT é
superestimar este instrumento de organização e esconder-se
atrás dele, para não organizar as massas em torno de um
programa por transformações sociais, ou no mínimo, pegar um
atalho que nos levará a um desvio de rota.
Em Porto Alegre, que praticamente iniciou a experiência do OP em
1990, pôde contar com uma situação peculiar pois havíamos
conseguido conquistas importantes na nova Constituição e eram
maiores os repasses de recursos para os municípios. Com certeza
o OP, mesmo discutindo parte do orçamento, possibilitou
inversões de prioridade dentro do município. Naquela época,
gastava-se com saúde, educação, assistência social e moradia
91 milhões por ano e hoje se gasta 360 milhões, em valores
atualizados. Junto com orçamento participativo, agora com o
Estado nas mãos do PT, pode-se atuar para por fim aos incentivos
e anistias fiscais e discutir uma nova política tributária com
base na progressividade e justiça social. Porto Alegre é a
capital mais alfabetizada do país. No inicio do governo Dutra,
tomou-se a posição de não transferir recursos para Ford, e
investir em pequenas e médias unidades produtivas que criaria
mais emprego e renda.
Superestimar o OP como solução de todos os problemas é que é
problemático. Mesmo que tenhamos distribuído mais recursos para
as áreas essenciais, o crescimento da pobreza decorrente da
política macro supera a capacidade de melhoria do conjunto da
população, como mostraram os últimos dados do IBGE.
Há casos em prefeituras do PT que o Orçamento Participativo é
utilizado para reforçar uma visão populista, acabando sendo
utilizado para favorecer eleitoralmente determinado mandatos
legislativos. Com o passar do tempo, o Orçamento Participativo
foi sofrendo desvios profundos, restringindo em muitos casos a
discussão de cifras e levando a desarticulação de
organizações populares legitimas.
A aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal LRF é a
legalização oficial do genocídio da população brasileira. É
a legalização de mortes de pessoas por falta de recursos
orçamentários para a saúde, educação, habitação,
saneamento básico, alimentação e segurança. Hoje, do total de
recursos do país, 14% são destinados os municípios, 63% ao
Governo Federal e 23% aos Estados, sendo destinados 90 bilhões
do orçamento da União para pagamento dos juros e amortizações
da dívida externa aos banqueiros.
Criou-se uma situação inédita no Brasil, qual seja: o prefeito
pode ser preso se descumprir a LRF, caso queira priorizar a
aplicação dos recursos a saúde ou educação, em detrimento do
pagamento dos juros da dívida pública. A lei tem alguns poucos
pontos positivos que induzem até mesmo partidos de esquerda a
defende-la. Artigos que limitam e controlam os desvios. Mas que
não justificam a sua defesa, a não ser por motivos de
adaptação por parte de petistas, a situação vigente.
Hoje, esta discussão se faz necessária porque o PT faz
orçamento participativo, cooperativas, auto-gestão, economia
solidária, bolsa escola, renda mínima desvinculados de um
PROGRMA POR TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS. Se não vincula estas
ações a um projeto por transformações sociais o país,
estaremos levando uma política de adaptação ao capitalismo.
Estas ações por si só não têm capacidade de desenvolverem e
concentrarem poder popular e institucional para se contrapor as
multinacionais, aos banqueiros, aos latifundiários. No jogo do
xadrez, se joga com todas as peças que tem funções diferentes,
mas dentro de uma estratégia de vencer o adversário. O pião ou
o bispo, ou o cavalo não se movimentam aleatoriamente. Existe
uma estratégia que vai culminar numa situação que daremos um
"cheque mate" no adversário.
Como num jogo de xadrez, o PT está mexendo suas peças -
prefeituras, orçamento participativo, bolsa escola, mandatos
parlamentares e etc, de forma aleatória, em alguns casos
positivamente e no geral, desconectada da luta geral. Os quadros
políticos do MST, do movimento sindical, dos partidos
políticos, da CMP, da UNE, da Ubes e etc devem desenvolver lutas
populares em torno de um projeto popular para o Brasil que tenha
como fundamentos à soberania nacional, o autodesenvolvimento, a
democracia, a independência econômica, a distribuição de
renda e a mobilização popular. Do contrário, é despender
esforços no específico e não trabalhar as questões gerais de
poder.
O Orçamento Participativo e as conseqüências ocasionadas pela
falta de um programa por transformações sociais
O Orçamento Participativo, bem como as ações dos sindicatos,
dos conselhos populares, das cooperativas, das empresas
auto-gestionárias se não forem acompanhadas por um programa por
transformações sociais, contextualizadas dentro de uma
estratégia de luta geral e politizadas acabam absorvendo todos
os vícios das relações capitalistas e mascarando a realidade.
Creditar ao Orçamento Participativo todo o sucesso das
administrações do PT é superestimar este instrumento de
organização e esconder-se atrás dele, para não organizar as
massas em torno de um programa por transformações sociais, ou
no mínimo, pegar um atalho que nos levará a um desvio de rota.
Em Porto Alegre, que praticamente iniciou a experiência do OP em
1990, pôde contar com uma situação peculiar pois havíamos
conseguido conquistas importantes na nova Constituição e eram
maiores os repasses de recursos para os municípios. Com certeza
o OP, mesmo discutindo parte do orçamento, possibilitou
inversões de prioridade dentro do município. Naquela época,
gastava-se com saúde, educação, assistência social e moradia
91 milhões por ano e hoje se gasta 360 milhões, em valores
atualizados. Junto com orçamento participativo, agora com o
Estado nas mãos do PT, pode-se atuar para por fim aos incentivos
e anistias fiscais e discutir uma nova política tributária com
base na progressividade e justiça social. Porto Alegre é a
capital mais alfabetizada do país. No inicio do governo Dutra,
tomou-se a posição de não transferir recursos para Ford, e
investir em pequenas e médias unidades produtivas que criaria
mais emprego e renda.
Superestimar o OP como solução de todos os problemas é que é
problemático. Mesmo que tenhamos distribuído mais recursos para
as áreas essenciais, o crescimento da pobreza decorrente da
política macro supera a capacidade de melhoria do conjunto da
população, como mostraram os últimos dados do IBGE.
Há casos em prefeituras do PT que o Orçamento Participativo é
utilizado para reforçar uma visão populista, acabando sendo
utilizado para favorecer eleitoralmente determinado mandatos
legislativos. Com o passar do tempo, o Orçamento Participativo
foi sofrendo desvios profundos, restringindo em muitos casos a
discussão de cifras e levando a desarticulação de
organizações populares legitimas.
A aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal LRF é a
legalização oficial do genocídio da população brasileira. É
a legalização de mortes de pessoas por falta de recursos
orçamentários para a saúde, educação, habitação,
saneamento básico, alimentação e segurança. Hoje, do total de
recursos do país, 14% são destinados os municípios, 63% ao
Governo Federal e 23% aos Estados, sendo destinados 90 bilhões
do orçamento da União para pagamento dos juros e amortizações
da dívida externa aos banqueiros.
Criou-se uma situação inédita no Brasil, qual seja: o prefeito
pode ser preso se descumprir a LRF, caso queira priorizar a
aplicação dos recursos a saúde ou educação, em detrimento do
pagamento dos juros da dívida pública. A lei tem alguns poucos
pontos positivos que induzem até mesmo partidos de esquerda a
defende-la. Artigos que limitam e controlam os desvios. Mas que
não justificam a sua defesa, a não ser por motivos de
adaptação por parte de petistas, a situação vigente.
Hoje, esta discussão se faz necessária porque o PT faz
orçamento participativo, cooperativas, auto-gestão, economia
solidária, bolsa escola, renda mínima desvinculados de um
PROGRMA POR TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS. Se não vincula estas
ações a um projeto por transformações sociais o país,
estaremos levando uma política de adaptação ao capitalismo.
Estas ações por si só não têm capacidade de desenvolverem e
concentrarem poder popular e institucional para se contrapor as
multinacionais, aos banqueiros, aos latifundiários. No jogo do
xadrez, se joga com todas as peças que tem funções diferentes,
mas dentro de uma estratégia de vencer o adversário. O pião ou
o bispo, ou o cavalo não se movimentam aleatoriamente. Existe
uma estratégia que vai culminar numa situação que daremos um
"cheque mate" no adversário.
Como num jogo de xadrez, o PT está mexendo suas peças -
prefeituras, orçamento participativo, bolsa escola, mandatos
parlamentares e etc, de forma aleatória, em alguns casos
positivamente e no geral, desconectada da luta geral. Os quadros
políticos do MST, do movimento sindical, dos partidos
políticos, da CMP, da UNE, da Ubes e etc devem desenvolver lutas
populares em torno de um projeto popular para o Brasil que tenha
como fundamentos à soberania nacional, o autodesenvolvimento, a
democracia, a independência econômica, a distribuição de
renda e a mobilização popular. Do contrário, é despender
esforços no específico e não trabalhar as questões gerais de
poder.
O Orçamento Participativo e as conseqüências ocasionadas pela
falta de um programa por transformações sociais
O Orçamento Participativo, bem como as ações dos sindicatos,
dos conselhos populares, das cooperativas, das empresas
auto-gestionárias se não forem acompanhadas por um programa por
transformações sociais, contextualizadas dentro de uma
estratégia de luta geral e politizadas acabam absorvendo todos
os vícios das relações capitalistas e mascarando a realidade.
Creditar ao Orçamento Participativo todo o sucesso das
administrações do PT é superestimar este instrumento de
organização e esconder-se atrás dele, para não organizar as
massas em torno de um programa por transformações sociais, ou
no mínimo, pegar um atalho que nos levará a um desvio de rota.
Em Porto Alegre, que praticamente iniciou a experiência do OP em
1990, pôde contar com uma situação peculiar pois havíamos
conseguido conquistas importantes na nova Constituição e eram
maiores os repasses de recursos para os municípios. Com certeza
o OP, mesmo discutindo parte do orçamento, possibilitou
inversões de prioridade dentro do município. Naquela época,
gastava-se com saúde, educação, assistência social e moradia
91 milhões por ano e hoje se gasta 360 milhões, em valores
atualizados. Junto com orçamento participativo, agora com o
Estado nas mãos do PT, pode-se atuar para por fim aos incentivos
e anistias fiscais e discutir uma nova política tributária com
base na progressividade e justiça social. Porto Alegre é a
capital mais alfabetizada do país. No inicio do governo Dutra,
tomou-se a posição de não transferir recursos para Ford, e
investir em pequenas e médias unidades produtivas que criaria
mais emprego e renda.
Superestimar o OP como solução de todos os problemas é que é
problemático. Mesmo que tenhamos distribuído mais recursos para
as áreas essenciais, o crescimento da pobreza decorrente da
política macro supera a capacidade de melhoria do conjunto da
população, como mostraram os últimos dados do IBGE.
Há casos em prefeituras do PT que o Orçamento Participativo é
utilizado para reforçar uma visão populista, acabando sendo
utilizado para favorecer eleitoralmente determinado mandatos
legislativos. Com o passar do tempo, o Orçamento Participativo
foi sofrendo desvios profundos, restringindo em muitos casos a
discussão de cifras e levando a desarticulação de
organizações populares legitimas.
A aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal LRF é a
legalização oficial do genocídio da população brasileira. É
a legalização de mortes de pessoas por falta de recursos
orçamentários para a saúde, educação, habitação,
saneamento básico, alimentação e segurança. Hoje, do total de
recursos do país, 14% são destinados os municípios, 63% ao
Governo Federal e 23% aos Estados, sendo destinados 90 bilhões
do orçamento da União para pagamento dos juros e amortizações
da dívida externa aos banqueiros.
Criou-se uma situação inédita no Brasil, qual seja: o prefeito
pode ser preso se descumprir a LRF, caso queira priorizar a
aplicação dos recursos a saúde ou educação, em detrimento do
pagamento dos juros da dívida pública. A lei tem alguns poucos
pontos positivos que induzem até mesmo partidos de esquerda a
defende-la. Artigos que limitam e controlam os desvios. Mas que
não justificam a sua defesa, a não ser por motivos de
adaptação por parte de petistas, a situação vigente.
Hoje, esta discussão se faz necessária porque o PT faz
orçamento participativo, cooperativas, auto-gestão, economia
solidária, bolsa escola, renda mínima desvinculados de um
PROGRMA POR TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS. Se não vincula estas
ações a um projeto por transformações sociais o país,
estaremos levando uma política de adaptação ao capitalismo.
Estas ações por si só não têm capacidade de desenvolverem e
concentrarem poder popular e institucional para se contrapor as
multinacionais, aos banqueiros, aos latifundiários. No jogo do
xadrez, se joga com todas as peças que tem funções diferentes,
mas dentro de uma estratégia de vencer o adversário. O pião ou
o bispo, ou o cavalo não se movimentam aleatoriamente. Existe
uma estratégia que vai culminar numa situação que daremos um
"cheque mate" no adversário.
Como num jogo de xadrez, o PT está mexendo suas peças -
prefeituras, orçamento participativo, bolsa escola, mandatos
parlamentares e etc, de forma aleatória, em alguns casos
positivamente e no geral, desconectada da luta geral. Os quadros
políticos do MST, do movimento sindical, dos partidos
políticos, da CMP, da UNE, da Ubes e etc devem desenvolver lutas
populares em torno de um projeto popular para o Brasil que tenha
como fundamentos à soberania nacional, o autodesenvolvimento, a
democracia, a independência econômica, a distribuição de
renda e a mobilização popular. Do contrário, é despender
esforços no específico e não trabalhar as questões gerais de
poder.